FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO DISTRITO FEDERAL

Sob o nome de União das Sociedades Espíritas do Distrito Federal, funda-se, em 1º de dezembro de 1962, o Órgão de Unificação Espírita na capital do País. Esse nome seria alterado, em 12 de setembro de1970, para União Espírita do Distrito Federal e,finalmente, para Federação Espírita do Distrito Federal (FEDF), em 1º de janeiro de 1973.

O mentor espiritual Bezerra de Menezes assegura que a unificação das atividades espíritas constitui imperativo urgente, porém não apressado. Urgente por assegurar a unidade da Doutrina, afastada do modelo da conhecida hierarquia terrena. Não apressado porque, embora compreendendo objetivo do movimento federativo, por muito tempo se desconheceram os caminhos para alcançar a unificação, dando motivo a que as federações se acomodassem às atividades de Centro Espírita.

No Brasil, a unificação constitui-se de sonho dos espíritas que, assinalando-se na primeira gestão de Bezerra de Menezes, na presidência da FEB, em 1889, percorre sendas longas e adversas até o Pacto Áureo em 1949, para atingir terreno mais objetivo na década de 1970, com a transferência do CFN para Brasília.

No Distrito Federal, o caminho não seria diferente. Por três décadas, suas atividades se confundiram com as de um centro espírita, ou as de órgão institucional, guardando propósito de dirigir os trabalhos das células espíritas, mediante atividades de fiscalização e censura.

Mercê do ideal que anima seus dirigentes e da permanente assistência dos mentores espirituais, obstáculos vão sendo vencidos, inclusive aqueles que se compreendem por parcos recursos financeiros, destinados à construção de sua sede, na SQS 408.

A partir de 1992, com a primeira ampliação de sua sede, depois de 30 anos de existência, compreende-se que a unidade que o movimento espírita procura assegurar alcançaria campo mais produtivo, conferindo maior autoridade ao Conselho Federativo Distrital, para o qual foi criado espaço adequado às suas atividades, inaugurando-se experiências mais saudáveis, no terreno da unificação.

Quem acompanha ao longo desse período o processo de unificação no Distrito Federal, anota com alegria o terreno feliz que alcança, parecendo trabalhado por João Batista, cuja missão seria a de preparar os caminhos do Senhor, endireitando suas veredas.

Seguindo o exemplo da FEB, as atividades federativas foram divididas em seis departamentos que, além de se reunirem em âmbito distrital, também se incorporam à Comissão Regional Centro da FEB. A criação do Conselho Regional Distrital, compreendido em 4 regiões, é assegurada, constituindo-se fator de aproximação das diversas unidades.

Valendo-se dos recursos de um ideal, sustentado pelos espíritas do além, outras atividades foram criadas no movimento de unificação, tais como o ENTRAE, o Treinar, COJEDF e o Espaço Federativo, devendo-se anotar, ultimamente, a preocupação do Conselho Federativo do Distrito Federal pela regularização do imóvel situado no setor Sudoeste.

João de Jesus Moutinho